Marketing Nutricional
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Setor Operacional – Como reter o colaborador

 

Graduada em Nutrição pela Universidade Nove de Julho, São Paulo, com especialização em Controle de Qualidade na Produção de Alimentos e pesquisadora científica na área de Saúde Pública pela mesma instituição. Possuo formação como Técnica em Nutrição e Dietética pela ETE Getúlio Vargas. Atuo na área de alimentação para coletividade, segurança alimentar e controle de qualidade desde 1992 através do desenvolvimento, aplicação e implantação de eventos, treinamentos e cursos. Atuei em empresas como LUBECA – Serviço e Fornecimento de Alimentação, SODEXO e PRONUTRI. Acredito que a divulgação correta, segura e confiável das informações é a melhor ferramenta para influenciar pessoas e melhorar a qualidade de vida delas através dos ensinamentos que a ciência da nutrição nos proporciona. Sou fascinada pelo funcionamento do nosso organismo e pela influência que os nutrientes exercem nesta máquina perfeita criada por Deus que é o nosso corpo. Sou colunista fixa do site www.dicasdenutricao.com , um site criado em 2008 e que desde então vem auxiliando muitos profissionais e usuários a usar os conhecimentos da nutrição no seu dia a dia. O alimento pode ser um inimigo ou um aliado, a decisão está em cada um e a orientação correta é função do profissional nutricionista. Sou apaixonada pela profissão e pelos efeitos benéficos que uma alimentação equilibrada e adequada traz ao ser humano.

 

MN: Cada vez mais os proprietários e responsáveis por contratar um funcionário têm muitas dúvidas, como vê esta situação?

Adriana Abreu: Esta cada vez mais complicado o trabalho de seleção e contratação de funcionários. A necessidade do mercado é alta e a qualidade dos candidatos é baixa, infelizmente. É necessário garimpar entre muitos candidatos para selecionar alguns para teste e contração. Eu vejo isso como um dos grandes obstáculos para que as empresas de alimentação cresçam com qualidade, pois acabam contratando funcionários sem qualificação, até por conta da urgência  do preenchimento da vaga, e vai ter que treiná-lo até que alcance um bom desempenho na função. Até isto acontecer alguns problemas com o cliente podem acontecer e até por um contrato em risco. Nem sempre os responsáveis pela seleção são profissionais do setor ou sequer conhecem o ambiente de trabalho.

Quando a mão de obra disponível não esta devidamente qualificada, o investimento deve ser em treinamento e nem sempre os empresários estão dispostos ou prontos para este isto.

MN: Quais as ações que o contratante deve fazer para diminuir a rotatividade de mão de obra?

Adriana Abreu: Quanto maior a rotatividade da empresa maior será a instabilidade no que diz respeito à manutenção do padrão de qualidade do serviço prestado, e isto nenhum empresário quer. É necessário que o funcionário seja constantemente incentivado e motivado a reciclar seus conhecimentos e manter-se atualizado. O papel do empresário vai desde o investimento maciço em treinamento constante até a bonificação por bom desempenho ou alcance de metas pré estabelecidas, Além disso, os funcionários precisam trabalhar em um ambiente calmo, tranquilo e que traga prazer. As vezes, muita pressão desestimula os funcionários. O responsável pela equipe deve sempre reconhecer como e quanto  de pressão deve exercer sobre ela. Outro fator importante é sempre deixar claro pro funcionário sua rotina de trabalho, ter as tarefas bem clara e definida ajudam a mantê-lo emocionalmente estável.

MN: Na sua opinião por que os contratantes têm dificuldades tanto na contratação quanto na manutenção do colaborador operacional?

Adriana Abreu: Em primeiro lugar acredito que os baixos salários praticados no setor de alimentação associados ao grande volume de trabalho (sempre achei que não é fácil trabalhar em cozinha) são os grandes responsáveis pela alta rotatividade. Acredito que quem trabalha no setor de alimentação tem que gostar (ter paixão) por esta área. Não adianta apenas “precisar de um trabalho” e é isto que está acontecendo, vejo muitos candidatos que, durante a entrevista, deixam nítido que não gostam deste trabalho. Funcionários assim dificilmente ficam na empresa por longos períodos.

MN: O Setor de Alimentação deve ser visto como se fosse multinacional onde as empresas não querem descartar nem perder bons funcionários?

Adriana Abreu: Todo setor deveria pensar assim, os bons funcionários – entada-se por bom funcionário aquele que além de desempenhar suas funções com competência, tem amor pelo seu trabalho e é leal aos ideais da empresa para a qual trabalha. Na minha opinião estes funcionários são agentes semeadores para novos funcionários. Eu prezo muito a lealdade  dos meus funcionários, prezo mais até que a  fidelidade. Porém é necessário saber manter este funcionário motivado e atuante na empresa.

MN: Dentro deste panorama quais as 4 dicas que você sugere para que isto possa ser implantado?

Adriana Abreu: 1- Manter o funcionário atualizado através de treinamento e participação em feiras e congressos do setor e associado a isto fazer com que este funcionário(s) transfira o conhecimento adquirido para os outros funcionários.

2-  Estabelecer e deixar claro para o colaborar o elo de confiança que há entre ele e a empresa.

3- Respeitar o colaborador como pessoa, lembrar que ele é de carne e osso e que pode ter problemas pessoais.

4- Ouvir todas as ideias que o colaborador apresentar. Deste universo podem sair soluções e ideias maravilhosamente aproveitáveis.Além destas 4 ainda ressalto a importância de estabelecer rotina  e tarefas de trabalho bem definidas.

MN: O RH é uma ferramenta que regra geral não existe no Setor de Alimentação? O que você indica como sugestão para suprir esta deficiência?

Adriana Abreu: Tive uma excelente experiência com os serviços do PAT ao divulgar 1 vaga de auxiliar de cozinha e outra de cozinheiro. Depois de tentar por vários meios de divulgação (cartazes próximos ao local da vaga, anúncio pago em jornais locais, anúncios nas redes sociais, etc), só consegui um bom número de candidatos realmente qualificados depois de anunciar as vagas no PAT. A pré seleção feita foi criteriosa  e isso me levou a  duas contratações bem promissoras. A criação de agências especializadas para o setor de alimentação seria uma ótima saída, porém seria criar mais um gasto para o empresário e convencê-lo de que seria uma boa alternativa.

MN: Na sua experiência profissional quais são as principais queixas dos contratantes sobre o colaborador e a área operacional?

Adriana Abreu: A falta de treinamento e a dificuldade de locomoção (os gastos com vale transporte tem sido um problema nas contratações) são os maiores problemas enfrentados atualmente.  problema  é o que o candidato diz saber fazer algumas tarefas ou diz que já recebeu este e aquele treinamento, mas na prática não é bem assim. Ou até recebeu treinamento, mas de péssima qualidade. Pra mim, o grande desafio é contratar alguém que esteja  disposto a  vestir a camisa da empresa e fazer o melhor pelos clientes, não quero funcionários robôs que só querem receber o salário no final  do mês. Às vezes prefiro contratar alguém sem experiências mas com boa  vontade para prender e receber os treinamentos com seriedade.

MN: A área operacional é vista de forma correta  por quem vai contratar o colaborador?

Adriana Abreu: Nem sempre. Quando a contratação é feita por um profissional nutricionista pode até ser vista da maneira correta, mas quando não existem muita distorção.

MN: Sendo e estando em constante contato com o setor o que levanta como causa da não manutenção do colaborador?

Adriana Abreu: A alta oferta  de vagas, a baixa qualificação dos profissionais disponíveis  para contratação, os baixos salários praticados e a necessidade de polivalência são os maiores problemas. Além disso, quando contratamos e nos dispomos a treinar, o colaborador não aceita que precisará ser constantemente corrigido e avaliado. E infelizmente ainda temos de nos desviar dos funcionários “seguro desemprego”, que são aqueles que trabalham por um ano e após isso fazem de tudo para serem demitidos a fim de passar 4 ou 5 meses recebendo o tal seguro pra só depois pensar em outro emprego.

MN: Como as empresas  ou melhor o Setor de Alimentação pode se adaptar com as  questões e as novas realidades no quesito contratação da mão de obra ?

Adriana Abreu: É necessário, em primeiro lugar reconhecer o bom funcionário entre os colaboradores. Fazer dele um agente semeador dentro da empresa.  

 

Meus Contatos:

Fone: (11) 98303-8622
Email: adrianabreu@terra.com.br
Site: www.dicasdenutricao.com

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Adriana Mendes Abreu

Nutricionista, Controle de Qualidade na Produção de Alimentos, Técnica em Nutrição e Dietética e Consultora em Segurança Alimentar

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